Relacionamento consigo mesmo

O relacionamento mais importante de sua vida é o que você tem consigo   mesmo. Desenvolver uma relação correta consigo mesmo é uma das mais difíceis lições de todo o caminho espiritual. Trata-se de um processo bastante complexo e sofisticado, onde se apresentam retrocessos, armadilhas e fascínios. Na minha modesta opinião, a mais importante lição do caminho espiritual é aprender a controlar e a transcender o ego negativo e aprender a substituir esse sistema de pensamento do ego negativo pelo da Consciência Crística. Se isso não for aprendido, se o domínio sobre a mente e o corpo emocional não for conseguido, pode ocorrer contaminações das canalizações, da clarividência e de todo ensinamento espiritual.
Para uma verdadeira realização com Deus e uma ascensão temos que nos tornar Mestres em todos os níveis: o espiritual, o psicológico (mental + emocional) e o físico. O nível psicológico é tão importante quanto o espiritual, pois é o alicerce de nossa casa simbólica. Como podemos ter o segundo andar adequadamente construído se o primeiro não foi bem erguido? O domínio do nível psicológico requer constante trabalho e vigilância. A ascensão deve ser integrada a evolução espiritual: Ancoragem dos chacras e dos corpos superiores, aumento do quociente de luz, clareza psicológica, compromisso com o serviço e com a liderança espiritual, transcendência do ego negativo, consciência crística, equilíbrio dos quatro corpos, e amor incondicional. 

Oração: Que a Luz do Cristo dissolva em mim todo o temor, toda a dúvida, todo o ódio e ressentimento. O Amor Divino circula agora em mim, formando uma irresistível corrente magnética. Só vejo a perfeição e atraio o que é meu por lei divina. Deus é para mim, alegria, amor, tranqüilidade e sou divinamente protegido. Espírito Infinito, abri o caminho para maior abundância e prosperidade, pois sou um imã irresistível para tudo o que me pertence por direito divino! Agradeço!


Sobre o Amor

O que posso falar do amor entre um homem e uma mulher?  Que é baseada na nossa própria percepção idealizada dentro de nossos desejos e sonhos.

O que procuramos no outro, enfim, é a nossa imagem idealizada. Sendo que, o que nos torna abertos a tudo isso é a incapacidade de nos voltarmos a nós mesmos.

O passado nos revela o quanto o ciclo se repete e nos sentimos incapazes de sair desse vício. Nos tornamos, muitas vezes escravos de nossas memórias negativas que acionam gatilhos indesejáveis, devido a essas atitudes repetitivas, às vezes inconscientes, baseadas em pequenas e falíveis percepções.

Quando buscamos na história da humanidade estereótipos das personalidades humanas,  facilmente nos identificamos com eles. Já é o começo da compreensão. Mas como a teoria se difere da prática, a coisa se complica. No dia a dia, a rotina torná-se  para algumas pessoas um massacre. Falta de entendimento, egoísmo, orgulho, competição, mina qualquer relacionamento. Existem várias fases no relacionamento. A compreensão disso já é um caminho para quem quer uma união sólida.

Na minha opinião, o verdadeiro amor nasce da admiração. Enquanto houver admiração, o amor tende a crescer. Mas se admiração for baseada na idealização e ilusão, a queda para a realidade é dolorosa e brutal quando se abre os olhos. O amor se cultiva no dia a dia sem dúvida. Os parceiros devem crescer juntos e tendo um objetivo em comum é mais fácil.

Nietzsche diz: “que o verdadeiro amor é uma grande amizade”. Para mim é correto, porque na amizade verdadeira há respeito mútuo, troca, confiança, compreensão e aceitação do outro como ele é.

Khalil Gibran diz: “Da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica. E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento, trabalha para a vossa poda”.

“Enchei a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça. Dai vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço. Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho. Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia. O carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro”.

Se eu for analisar o amor de uma forma mais ampla, isto é, com uma consciência mais ampliada,  posso dizer que o amor  expressá-se no ser humano como uma tendência profunda de união e complementação. Isso devido ao homem estar polarizado no nível sentimental e instintivo, trazendo essa necessidade de canalizar para fora de si.  Portanto, nesse caminho do amor há o apego, pois não há compreensão desse impulso de união. Com a sabedoria há possibilidade de serenidade e desapego, trazendo ao conhecimento a necessidade real de cada um. O amor atrai e une, mas com a sabedoria há uma direção a seguir. Com a sabedoria você compreende sem pensar, não é analítico. Está ligado ao nosso corpo físico na região cardíaca, e só pode manifestar se essa região estiver desbloqueada, sem ressentimento e mágoa, para se perceber e expressar o verdadeiro amor.